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Ibovespa passa a cair nesta quarta-feira, mesmo com otimismo com a China

1, março 2023

Na véspera, o principal índice do mercado de ações brasileiro caiu 0,74%, a 104.931 pontos. O mercado de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).
KEVIN DAVID/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, abriu em alta nesta quarta-feira (1º), mesmo com dados fortes na China, enquanto monitora atividade nos Estados Unidos e a reoneração de combustíveis no Brasil.
Às 12h45, o índice caía 1%, aos 103.878 pontos. Veja mais cotações.
Na véspera, o índice teve queda de 0,74%, aos 104.931 pontos. Com o resultado, o Ibovespa fechou o mês de fevereiro com queda de 7,49%. No ano, o recuo é de 4,38%.
O que está mexendo com os mercados?
No exterior, investidores continuam atrás de sinais da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do mundo. Isso prejudica os ativos de risco, como o mercado de ações. Mas dados recentes da economia americana mostram resultados fortes, que poderia fazer o Fed rever o ritmo de alta.
Além disso, olhos estão na China após dados mostrarem que a atividade manufatureira expandiu no ritmo mais rápido em mais de uma década em fevereiro, superando expectativas após o fim das severas medidas de isolamento social contra Covid-19, no final do ano passado.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria da China disparou para leitura de 52,6, ante 50,1 em janeiro, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas da China, acima da marca de 50 pontos que separa expansão de contração. O PMI superou em muito a previsão de analistas de 50,5, e marcou a leitura mais alta desde abril de 2012.
As ações de Hong Kong tiveram nesta quarta-feira seu melhor pregão em quase três meses, enquanto as ações da China também dispararam.
O índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 4,2%, enquanto o China Enterprises Index ganhou 5,1%, com ambos registrando o maior ganho percentual diário desde dezembro. Enquanto isso, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,4%, ao passo que o índice de Xangai teve alta de 1,0%.
“A elevação dos índices de sentimento econômico, puxada pelo fim da ‘política de tolerância zero à Covid’, corrobora nosso cenário de forte recuperação do PIB da China em 2023 (crescimento de 5,5% ante 3,0% em 2022)”, diz relatório da XP.
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No Brasil, o mercado continua avaliando a decisão do governo de taxar a exportação de petróleo cru, anúncio que derrubou as petroleiras. Para preservar a arrecadação, já que a reoneração dos impostos foi parcial, o governo vai criar um imposto sobre exportação de petróleo cru, informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A alíquota será de 9,2%.
Além disso, segundo o blog do Valdo Cruz, depois da volta parcial da cobrança de tributos sobre gasolina e etanol, o governo quer mudar as regras de distribuição de dividendos e ajustar a política de preços da Petrobras.
O objetivo é evitar altas elevadas de preços da estatal e garantir mais investimentos em transição energética. As medidas foram discutidas nesta semana pelo presidente Lula com ministros no Palácio do Planalto.
As propostas, no entanto, foram mal-recebidas pelo mercado, porque geram dúvidas sobre como será a política de distribuição de dividendos da estatal, o que pode afastar investidores em ações da petroleira.
Nos indicadores internos, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) subiu 0,6 ponto em fevereiro, para 89,2 pontos, interrompendo a sequência de quatro quedas seguidas. Em médias móveis trimestrais, o indicador continuou recuando, agora em 0,8 ponto.
A alta da confiança empresarial em fevereiro foi inteiramente determinada pela melhora das expectativas, já que as avaliações em relação à situação corrente dos negócios continuaram piorando. O Índice de Expectativas (IE-E) subiu 1,9 ponto, para 87,9 pontos enquanto o Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou 1,0 ponto, para 89,9 pontos, menor nível desde fevereiro do ano passado (88,1 pts.).
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Fonte: G1