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África do Sul diz que Putin e Zelensky concordaram em receber missão de paz africana

16, maio 2023
In this file photo taken on July 24, 2022 South Africa President Cyril Ramaphosa looks on prior to address delegates at the Olive Convention Centre in Durban. - President Cyril Ramaphosa was in talks with South Africa's ruling party late Thursday as pressure mounted for him to quit or be forced from office over a cash burglary at his farm that he allegedly covered up. (Photo by Rajesh JANTILAL / AFP)

Declaração ocorre após acusações dos EUA de que África do Sul estaria fornecendo armas e munições à Rússia

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, declarou nesta terça-feira (16) que Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky concordaram em receber uma missão de líderes africanos para discutir um possível plano de paz para resolver o conflito russo-ucraniano. 

A informação foi divulgada após conversas telefônicas entre Ramaphosa e os presidentes da Rússia e da Ucrânia. 

“Minhas conversas com os dois líderes mostraram que ambos estão prontos para receber os líderes africanos e discutir como acabar com este conflito”, disse o presidente sul-africano durante uma coletiva de imprensa com o primeiro-ministro de Cingapura.

“Se isso terá sucesso ou não, dependerá das discussões que serão realizadas”, acrescentou. 

Além disso, ele afirmou que o secretário-geral da ONU e as autoridades dos EUA e do Reino Unido foram informados sobre a iniciativa. Washington e Londres teriam expressado um apoio “cauteloso” ao plano.

Nenhuma autoridade oficial dos países mencionados por Ramaphosa ainda se pronunciou sobre essas declarações.

Foi relatado também que a missão dos dirigentes africanos deve incluir os chefes do Egito, Senegal e Uganda. 

A última rodada de negociações de paz entre as delegações russa e ucraniana ocorreu em março de 2022. A inteligência americana considerou improvável que as negociações entre Moscou e Kiev fossem retomadas em 2023. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no início de maio de 2023, afirmou que Kiev não era contra as negociações de paz, mas não estava pronto para fazer concessões territoriais.

A iniciativa do líder sul-africano surge após acusações de que o país estaria ajudando militarmente a Rússia. Na última quinta-feira (11), o embaixador dos EUA na África do Sul, Ruben Bridgety, acusou as autoridades sul-africanas de fornecer armas e munições à Rússia, apesar de sua declarada neutralidade na guerra contra a Ucrânia.

De acordo com o embaixador, a averiguação da inteligência dos EUA aponta a presença de um cargueiro russo na cidade sul-africana de Simonstown entre 6 e 8 de dezembro de 2022. “Estamos confiantes de que ele descarregou armas e munições quando voltou para a Rússia”, disse o diplomata.

Fonte: Brasil de Fato