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Boa prática do TCE de Rondônia orienta na ampliação de vagas em creches de MS

1, julho 2026
Boa prática do TCE de Rondônia orienta na ampliação de vagas em creches de MS

O objetivo central do encontro foi conhecer e debater a viabilidade de implementação de uma experiência exitosa desenvolvida pelo TCE de Rondônia, que utiliza o geoprocessamento e a geolocalização no planejamento da expansão de vagas em creches

O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul consolidou um marco estratégico para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à garantia dos direitos da primeira infância. Em uma articulação que une técnica e compromisso com o futuro social do Estado, a Corte de Contas reuniu membros do Comitê Ampliado da Primeira Infância, o vice-governador do Estado, José Carlos Barbosa (Barbosinha), secretários, parceiros e servidores. 

O objetivo central do encontro foi conhecer e debater a viabilidade de implementação de uma experiência exitosa desenvolvida pelo TCE de Rondônia, que utiliza o geoprocessamento e a geolocalização no planejamento da expansão de vagas em creches.

A iniciativa de Rondônia consiste em cruzar bancos de dados de famílias em situação de vulnerabilidade, registros de matrículas e mapeamento georreferenciado. Essa tecnologia permite identificar com precisão quais regiões e bairros sofrem com a maior escassez de vagas e quais grupos sociais necessitam de atendimento prioritário.

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Para o coordenador-geral do Comitê, o conselheiro substituto Célio Lima de Oliveira, a metodologia chega para somar e sofisticar um trabalho que a Corte sul-mato-grossense já realiza há três anos. Em maio, o TCE apresentou relatórios detalhados contendo o diagnóstico do déficit de vagas, tanto em tempo parcial quanto integral, em todos os 79 municípios do Estado. “A experiência de Rondônia poderá ser aplicada, com as devidas adequações, à nossa realidade em Mato Grosso do Sul. O intuito é que todos compreendam o funcionamento do sistema para que, de forma integrada entre os órgãos de controle e o poder público, possamos estruturar um plano robusto de expansão de vagas. A expectativa é que essa iniciativa gere resultados significativos”. 

A apresentação técnica “Colaboração Federativa na Educação Infantil” foi conduzida pelo auditor de controle externo do TCE-RO, Igor Tadeu de Carvalho. Ele demonstrou que as ferramentas de geoinformação são capazes de traduzir a complexidade de dados frios em caminhos claros e localizáveis para que a gestão pública atue onde é mais urgente. “O grande desafio, ao tratarmos desse público, é identificar quem são essas crianças e onde estão localizadas suas famílias, especialmente aquelas que necessitam de prioridade devido a fatores de risco. O poder público precisa compreender quais serviços são essenciais para mitigar esses riscos, e as tecnologias de georreferenciamento permitem que a gestão tenha um olhar mais estratégico e focalizado”. 

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O auditor explicou ainda que o modelo rondoniense de espacialização de dados tem gerado bons frutos não apenas na educação infantil, mas também no monitoramento do acompanhamento pré-natal e na gestão ambiental. De acordo com Carvalho, a barreira para outros estados adotarem o sistema não é financeira. “Trata-se de uma tecnologia acessível e de baixo custo, cuja implementação depende, primordialmente, de vontade política. O poder público já detém o principal ativo: os dados. As informações já constam nos sistemas de saúde, educação e assistência social. O que se exige é um trabalho de processamento para converter esses dados em geoinformação”, completou.

Presente na palestra, o vice-governador Barbosinha fez questão de enaltecer a postura proativa do Tribunal de Contas, destacando que a instituição vai além do papel tradicional de fiscalização orçamentária ao atuar como um verdadeiro indutor de inovação e desenvolvimento humano.

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“Nossa Corte de Contas é referência na antecipação de políticas públicas que visam elevar a qualidade de vida da população. A garantia da equidade e do acesso à educação infantil é um pilar fundamental, alinhado diretamente às diretrizes do governo estadual, fator que impulsiona o crescimento de Mato Grosso do Sul. Ao incorporar experiências bem-sucedidas, como a de Rondônia, referência na universalização do acesso à educação infantil, permitimos que tais modelos, integrados à realidade local, contribuam significativamente para o aprimoramento dessa política pública prioritária para a primeira infância”, disse Barbosinha.

O conselheiro substituto Célio Lima de Oliveira detalhou que a estratégia de consolidação da proposta em Mato Grosso do Sul se apoia em um tripé: o levantamento estatístico preciso que o TCE-MS já possui, a parceria estreita com o Governo do Estado e a atuação integrada com os órgãos que compõem o Comitê Ampliado.

Com os dados mapeados e o monitoramento rigoroso das dotações orçamentárias das prefeituras, o TCE-MS coloca a expansão de vagas como prioridade absoluta. O conselheiro destacou que o sucesso depende da união de esforços coletivos. “A criação de postos educacionais depende, essencialmente, da articulação entre o Poder Executivo Estadual, o Legislativo e os órgãos de controle. Sem essa cooperação, torna-se difícil para os municípios, individualmente, suprir essas carências, uma vez que eles demandam tanto informações qualificadas quanto suporte técnico e financeiro, fatores que buscamos viabilizar por meio deste modelo de parceria com o Estado”, concluiu Célio Lima.

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Entre as autoridades, estiveram presentes a representante do Tribunal de Justiça (TJMS), desembargadora Elizabete Anache; do Ministério Público (MPMS), a promotora Vera Vieira; da União das Câmaras de Vereadores (UCVMS), o vereador Sérgio Nogueira; Édson Cardoso, Defensoria Pública de MS; Mary Nilce Peixoto, secretária adjunta da SAD; o secretário de Educação de Campo Grande, Lucas Henrique Bitencourt, e a conselheira substituta do TCE-MS, Patrícia Sarmento.

Por: Olga Cruz

Foto por: Mary Vasques

Fonte: Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul