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Pequenos negócios: 5 tendências que vieram pra ficar


Empresária e mentora de marketing aponta comportamentos que surgiram ou foram potencializados durante a pandemia e podem ajudar os empreendedores em 2022. Pequenos negócios apostam em modelo que combina físico e digital, tendência pós pandemia
Reprodução PEGN
Crise econômica, ano de eleição, pandemia ainda afetando a vida dos brasileiros... 2022 já começa com muitos desafios para os empreendedores. Mas é também um ano de novas oportunidades e de aproveitar os ensinamentos que os piores momentos da crise deixaram.
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Para Mariana Cammarano, empreendedora e consultora em marketing, algumas atitudes criadas ou intensificadas durante a pandemia podem ser adotadas ou mantidas na vida do empreendedor. E a boa notícia é que são tendências que só vão ajudar no dia a dia de quem tem um negócio.
A pedido do g1, Mariana fez uma lista com as 5 tendências que vieram pra ficar. Confira abaixo:
1- Liberdade geográfica
A pandemia nos mostrou que, em muitos casos, não é preciso estar fisicamente em um lugar para trabalhar, fazer contatos e fechar negócios. Isso amplia e supera barreiras. Vale para o home office e para reuniões e encontros.
"Você pode fazer negócio muito mais fácil online com pessoas de outros estados e países. Isso é um mar de oportunidades e amplia muito as chances de negócios", afirma Mariana.
2- Relações mais verdadeiras
Poucas vezes na história da sociedade, todo mundo viveu uma mesma situação, como tem sido durante a pandemia do coronavírus. Para a especialista, isso gera empatia e formas melhores de se relacionar. Vale pra vida e pro empreendedorismo.
“Isso traz uma possibilidade de maior identificação e, consequentemente, de poder ser mais vulnerável, porque você tem a certeza de que o outro entende o que você está falando e sentindo. As relações ficam mais fáceis, mais fluidas e mais verdadeiras”, diz.
3- Criação de comunidade
Grupos de interesse estão se formando e parece que existe uma abertura e um olhar maior para a vida em comunidade. Isso é muito bom para os pequenos negócios.
"Tivemos um movimento muito grande de apoio a estabelecimentos locais, e eu acho que isso não se perde. Vai ficar mais fácil agir localmente, conseguir mobilizar a comunidade. Ser pequeno vai ser mais fácil e mais possível", prevê a especialista.
Em maio de 2021, o g1 contou algumas histórias de pequenos empresários que estavam se beneficiando do poder da comunidade. Os empresários Ana Rosa Guedes e Rodrigo Laranjeira, donos de uma padaria artesanal, viram o faturamento aumentar 4 vezes em 10 meses, durante a pandemia. Para eles, o sucesso veio exatamente da divulgação boca a boca e, por isso, a empresa cresceu de forma orgânica.
Ana e Rodrigo têm uma padaria artesanal que cresceu durante a pandemia - boca a boca foi fundamental
Arquivo pessoal
4- Respeito à saúde mental
Burnout, depressão, ansiedade são problemas sérios, muitas vezes vistos com discriminação. A pandemia trouxe a saúde mental à tona e isso pode ajudar as pessoas a tratá-las da forma correta. Empreendedores precisam estar sempre alerta e cuidar do bem estar e da saúde para tocar seus negócios com qualidade.
"Eu acho que existe maior respeito e maior conscientização sobre o quanto a saúde mental é importante e não deve ser ignorado", diz Mariana.
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5- Melhor relação com a tecnologia
As pequenas empresas estão mais digitais do que nunca e muitas aprenderam da pior forma, durante a pandemia. Mas isso as deixou mais abertas para os avanços tecnológicos, afinal foi isso que salvou muito negócio durante o distanciamento social e fechamento do comércio.
"A tecnologia é inevitável e veio pra ficar, mas temos que aprender a ter uma boa relação com ela, porque o excesso também não é saudável. Estamos aprendendo e tem ficado cada vez mais fácil usar a tecnologia a nosso favor", completa Mariana.
Estudo realizado em 2021 mostrou que os pequenos negócios que aderiram às vendas on-line conseguiram reduzir queda no faturamento durante a pandemia. Com certeza, esse é um caminho sem volta.

Fonte: G1