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Bovespa opera em alta, acima dos 105 mil pontos


Na terça-feira (11), o principal índice da bolsa fechou em alta de 1,80%, a 103.779 pontos. ista do painel de investimentos da Bolsa do Valores, B3, de São Paulo, SP, nesta quinta feira, 09.
RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em alta nesta quarta-feira (12), acima dos 105 mil pontos, após dado de inflação nos Estados Unidos vir apenas ligeiramente acima do estimado pelo mercado.
Às 12h45, o Ibovespa subia 1,36%, a 105.192 pontos, passando a zerar as perdas no ano. Veja mais cotações.
Entre os destaques do dia, Magazine Luiza subia mais de 6%. Petrobras e Vale subiam acima de 1%.
Na terça-feira, a Bolsa fechou em alta de 1,80%, a 103.779 pontos. Com o resultado, passou a acumular queda de 1% no mês e no ano.
Em 2021, a bolsa brasileira acumulou perdas de 11,93% — a primeira queda anual desde 2015.
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Contexto
Os principais índices de Wall Street subiam nesta quarta-feira, após dados de preços ao consumidor norte-americano amplamente em linha com as expectativas aliviarem algumas preocupações sobre aumentos de juros mais rápidos do que o esperado nos Estados Unidos.
Nos EUA, a inflação atingiu 7% no acumulado em 12 meses até dezembro, o maior avanço anual desde junho de 1982, o que pode reforçar as expectativas de que o Federal Reserve começará a elevar os juros em março.
Ações em todo o mundo foram impactadas negativamente no começo deste ano por sinalizações do Fed de que deve implementar uma alta na taxa de juros nos EUA antes do esperado para conter a inflação, o que afetaria a liquidez dos mercados globais.
Na véspera, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse ao Congresso norte-americano que a economia do país está pronta para o início do aperto da política monetária, mas não deu pistas sobre o momento de início do ciclo de alta de juros.
Na cena doméstica, aumentou a pressão em cima do Banco Central em relação ao aperto monetário após o resultado da inflação de dezembro ter vindo acima do esperado.
Atualmente, a taxa Selic está em 9,25% ao ano, maior patamar em mais de quatro anos. E a perspectiva do mercado é que ela termine o ano em 11,75% ao ano.
Segundo a agência Reuters, há, entre participantes do mercado, percepção de que juros mais altos no Brasil podem beneficiar o real, uma vez que elevariam a rentabilidade do mercado de renda fixa doméstico, atraindo mais recursos para o país.
Mas uma Selic mais alta - que deve chegar aos dois dígitos já na próxima reunião de fevereiro do Comitê de Política Monetária (Copom) - também podem ter um custo elevado à atividade econômica brasileira, uma vez que tendem a frear os gastos do consumidor.
O mercado também segue com as questões fiscais no radar, em especial a pressão de servidores por reajustes salariais.

Fonte: G1