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Como devo conduzir uma conversa leve sobre dinheiro?


Conversas sobre dinheiro não precisam ser algo doloroso. E aquele que está no papel de ouvinte é quem pode aliviar esse peso.
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Existe alguma forma de tornar uma conversa sobre dinheiro mais leve? Claro que sim! E não há muito mistério para isso, não.
Um bom papo sobre aquilo que (ainda) pode ser delicado para alguns costuma depender apenas de um ingrediente simples, mas bem poderoso: o tipo de postura da pessoa que escuta o outro falar. Afinal, a gente tende a se abrir com quem confia, mas também com quem nos deixa à vontade para falar sobre tudo que nos aflige.
Veja 4 atitudes que você pode tomar para conduzir uma conversa leve e despretensiosa – mesmo quando o assunto não é tão fácil para quem o traz à mesa. Como o dinheiro, por exemplo.
1. Procure ser um bom ouvinte
Os especialistas costumam dizer que essa é uma regra universal para qualquer papo, sobre qualquer tema: para ser bom de conversa, é preciso saber ouvir. E saber ouvir não significa ficar impassível diante do interlocutor e não esboçar qualquer reação.
Um bom ouvinte é aquele que escuta sem interromper e, ao mesmo tempo, demonstra que está prestando atenção na narrativa, seja por meio de sinais faciais ou, então, pequenas manifestações orais em reação ao que está sendo dito, como, por exemplo, um “ah, é?” ou, ainda, um “como você resolveu isso?”.
Outros exemplos são fazer pequenas caretas para reagir a um relato que demonstra que a pessoa passou por maus bocados ou, então, levantar a sobrancelha para demonstrar surpresa. Essas manifestações são sutis, mas causam um efeito enorme naquele que está desabafando.
2. Busque ter empatia
Quem passa por uma situação de aperto ou endividamento costuma estar emocionalmente abalado, sensível e mais fragilizado. É comum também se sentir culpado e não conseguir dormir à noite, por exemplo. Por isso, a empatia é tão importante nesse momento.
Se um amigo escolheu você para desabafar, mesmo que o papo tenha aparecido sem querer no meio de uma conversa, procure acalmá-lo e ajude-o a colocar a cabeça no lugar. Tente ser gentil e amigável e diga, por exemplo, que todos passamos por fases delicadas em algum momento da vida e que nada é eterno – nem mesmo os momentos bons.
Procure se colocar no lugar dele e busque agir como você queria que alguém reagisse caso fosse com você. Assim, você consegue ajudar e evita que a pessoa se sinta ainda pior.
3. Tente não julgar
Muitas vezes, quem está com dificuldades financeiras não desabafa sobre o assunto por vergonha. Mas, em outras tantas, o que impede a conversa é o medo do julgamento. Afinal, essa costuma ser a reação mais comum daquele que ouve – e todo mundo costuma saber disso.
Então, procure não ser essa pessoa. Quem quer desabafar provavelmente quer ser acolhido, e não ver dedos sendo apontados para aumentar ainda mais a bola do problema.
Portanto, se um amigo desabafou com você, procure ser aquele interlocutor que o abraça por meio de palavras. Tente focar nos sentimentos da pessoa que desabafa, não nos problemas que ela está enfrentando. O julgamento, nessa hora, costuma não servir para nada e ainda piora a situação.
4. Avalie se não vale a pena oferecer ajuda
Quando um amigo se abre com você a respeito de dificuldades financeiras, procure acolhê-lo e oferecer ajuda. Mas não se sinta obrigado a colocar a mão no bolso, principalmente se você também não tiver muitas condições.
Esse auxílio, muitas vezes, não precisa ser financeiro. Um ombro amigo e um apoio na organização das finanças podem ser tão (ou até mais) importantes do que emprestar dinheiro para o amigo – afinal, isso não diminuiria a dívida dele em nada, só repassaria a responsabilidade, né?
Ajude-o, por exemplo, a encontrar as melhores formas de quitar essa dívida. Junto com ele, coloque no papel as alternativas para descobrir qual é a melhor estratégia dali para frente: se reduzir os gastos é suficiente ou se será necessário achar novas fontes de renda, por exemplo.
Tente oferecer auxílio para ele encontrar uma renda extra, mesmo que seja temporária. E, claro, leve em consideração se não é o caso de ajudá-lo a entender a causa do endividamento. Pergunte, por exemplo, se aconteceu algum imprevisto ou tente identificar se o que existe são maus hábitos de uso do dinheiro mesmo. Se for esse o caso, auxilie o seu amigo a adequar o padrão de vida que leva com a renda que possui.
Para se inspirar e ver como um papo sobre dinheiro pode ser bom e leve - isso mesmo! -, assista à série de vídeos que o banco BV preparou para ajudar a derrubar esse tabu que envolve as conversas sobre dinheiro. Neles, a atriz Taís Araújo, embaixadora do banco, mostra como pode ser fácil trazer esse assunto para o dia a dia e revela como outras pessoas – anônimos ou famosos – passaram por esse momento.
Quer assistir aos bate-papos? Acesse o site do banco e veja como você pode falar de dinheiro de um jeito leve.

Fonte: G1