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Qual celular com 5G comprar: g1 testa 6 smartphones da categoria dos intermediários


Motorola, Realme, Samsung e Xiaomi: veja como eles se saíram nos quesitos performance, bateria, câmera e outros. Só não dá para experimentar a internet 5G porque ela só deve chegar em meados de 2022. 5G no Brasil: análise de celulares compatíveis com 5G
O 5G só deve começar a funcionar no país em meados de 2022, mas quem pensa em trocar o smartphone já está considerando a nova geração da internet móvel. E o mercado brasileiro tem modelos compatíveis com a tecnologia.
O g1 selecionou e testou seis celulares da categoria intermediária prontos para o 5G – todos lançados neste ano e com sistema Android — o mais popular do mundo.
Foram avaliados os seguintes modelos (veja mais detalhes sobre a seleção ao fim da reportagem):
Motorola Moto G50 5G
Motorola Moto Edge 20 Lite 5G
Realme 8 5G
Samsung Galaxy A32 5G
Samsung Galaxy A52 5G
Xiaomi Redmi Note 10 5G
Todos funcionam atualmente com as redes 4G e também com o que as operadoras chamam de 5G DSS, que usa alguns recursos da rede 4G para acelerar a velocidade de conexão. Ainda não é um 5G "puro" (o tal do "standalone").
A categoria
Smartphones intermediários são aqueles com alguns diferenciais aprimorados nas configurações, como mais câmeras, memória e armazenamento do que aparelhos considerados básicos.
Alguns modelos avaliados até podem ser chamados de intermediários premium, já que têm recursos que até lembram os topo de linha, bem mais caros — é o grupo dos iPhones.
Os intermediários ainda têm algo que a maioria dos aparelhos topo de linha não oferece mais: entrada para fones de ouvido padrão P2/3,5mm. Mas só os dois modelos da Motorola (G50 5G e Edge 20 Lite 5G) vêm com fones na caixa.
O que foi avaliado
Foram avaliados desempenho, câmeras, duração da bateria, design e custo-benefício (leia mais sobre como foram feitos os testes ao fim da reportagem). Como não existem redes 5G ainda, não foi possível testar a velocidade de conexão.
Veja como cada um se saiu.
Motorola Moto 650 5G
g1
O Motorola Moto G50 5G se destacou na relação custo/benefício. Com bons recursos e o melhor desempenho de bateria no testes, seu preço médio nas lojas on-line era de R$ 2 mil, em média, na segunda quinzena de novembro, abaixo de alguns concorrentes.
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Com uma tela de 6,5 polegadas, igual à maioria dos testados, e uma estrutura plástica, com bordas até que grossas em comparação aos outros aparelhos, o Moto G50 5G é um smartphone com design básico e funcional.
Moto G50 5G
Marcelo Brandt/g1
O aparelho testado veio com Android 11 e com a atualização de segurança de setembro de 2021. A fabricante informa que esse modelo tem direito a uma atualização de sistema operacional e a mais dois anos de atualizações bimestrais de segurança.
Isso é importante, pois garante que a fabricante não deve deixar o smartphone obsoleto em pouco tempo. As atualizações de segurança, como diz o nome, corrigem potenciais falhas e ajudam o smartphone a ficar protegido.
O smartphone é dualchip (permite uso com dois chips de operadoras), tem espaço para cartão de memória e pode ser usado com fones de ouvido convencionais. Vem com capa transparente, fone de ouvido sem fio e carregador rápido de 20W.
Detalhe: a Motorola borrifa um perfume na caixa, que fica impregnado na capa e pode não agradar muito.
Desempenho
Nos testes de performance (veja como é ao fim da reportagem), o Moto G50 5G ocupou o quinto lugar, quase empatado com o Xiaomi Redmi Note 10 5G – ambos têm 4 GB de memória RAM instalados e usam o mesmo processador, um MediaTek Dimension 700.
Isso não é um grande problema. No geral, a experiência de uso é fluida e constante – a tela com taxa de atualização de 90Hz ajuda nesse processo.
A mesma quinta posição foi ocupada nos testes gráficos, que mostram como o telefone lida com vídeos/games com muitos quadros por segundo. A disputa foi acirrada, com os quatro últimos colocados (ele, o Galaxy A52 5G, o Realme 8 5G e o Redmi Note 10 5G) praticamente empatados.
Câmeras
Moto G50 5G
Marcelo Brandt/g1
A câmera tripla do Moto G50 5G tem uma lente principal, com 48 megapixels de resolução e um sensor macro – para tirar fotos de muito perto – de 2 megapixels.
A terceira lente é um sensor de profundidade, que ajuda na hora de tirar fotos de retrato, com o fundo borrado.
A qualidade da câmera principal é boa, com imagens claras e nítidas durante o dia.
Câmera do Moto G50 5G captura bem os detalhes
Henrique Martin/g1
O modo noturno depende muito da iluminação do ambiente: dentro de casa, com uma lâmpada de LED, pode ser difícil fazer uma boa foto, mas, em locais abertos e com céu exposto, o resultado fica bem iluminado.
A lente macro, como em outros smartphones intermediários 5G avaliados, não é boa. Os resultados são ruins no geral, pois dependem de bastante iluminação. Para essa função, a fabricante poderia ter optado por uma lente grande angular ou um zoom óptico no lugar do sensor.
A câmera frontal do Moto G50 5G tem 13 megapixels de resolução e produz boas fotos, sem truques de embelezamento. Mas as selfies em modo retrato podem deixar uma parte do rosto - ou óculos, por exemplo - um pouco borrados e se misturando ao fundo.
Bateria
O Moto G50 5G foi o campeão no teste de duração da bateria entre os seis avaliados, com uma duração média de 19 horas e 14 minutos, pouco mais de quatro horas à frente do segundo colocado, o outro aparelho da Motorola (Edge 20 Lite).
Motorola Moto Edge 20 Lite
g1
O Motorola Moto Edge 20 Lite está quase na lista de aparelhos topo de linha por conta do seu preço médio de R$ 3 mil, no meio de novembro, nas grandes lojas on-line.
É dela a maior tela entre os aparelhos avaliados: 6,7 polegadas, contra 6,5 polegadas nos demais. Também é a única com tecnologia OLED, usada em smartphones topo de linha, e que melhora o contraste e deixa as cores mais vívidas.
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O Moto Edge 20 Lite avaliado veio com Android 11 e com atualização de segurança de setembro de 2021. Segundo a Motorola, esse modelo específico tem direito a duas atualizações de sistema operacional e mais dois anos de atualizações bimestrais de segurança.
Moto Edge 20 Lite
Marcelo Brandt/g1
O aparelho pesa 185 gramas e tem 8,3 mm de espessura, o que o torna o modelo mais fino entre os avaliados. Na sua caixa, vieram o carregador rápido de 30W com cabo USB-C, uma capa de plástico transparente e fones de ouvido.
Assim como os demais modelos recentes da Motorola, vem com um perfume aplicado ao aparelho, caixa e capa.
Desempenho
Nos testes de desempenho, o Edge 20 Lite ficou em terceiro lugar, atrás do Realme 8 5G e do Samsung Galaxy A52 5G. O smartphone conta com 6GB de RAM instalados e usa um processador MediaTek Dimensity 800U.
No geral, a experiência de uso é fluida e constante, sem travamentos – a tela com taxa de atualização de 90Hz contribui.
O Moto Edge 20 Lite liderou o placar na avaliação gráfica, que simula como o smartphone lida com vídeos/games com muitos quadros por segundo, mostrando que pode rodar jogos de maneira razoável e sem travamentos.
Câmeras
O sensor principal do Moto Edge 20 Lite tem 108 megapixels, mas seu modo automático tira fotos a 12 megapixels – isso ocorre porque a tecnologia usada na câmera "junta" vários pontos em um, aumentando a área de captura de luz no sensor e o resultado é uma imagem melhor.
Moto Edge 20 Lite
Marcelo Brandt/g1
A segunda câmera é uma grande angular (com 8 megapixels de resolução) que também atua para tirar fotos no modo macro (a poucos centímetros do objeto) e a terceira é apenas um sensor de profundidade de 2 megapixels, para ajudar nas fotos de retrato.
A qualidade da câmera principal é muito boa, com imagens claras e nítidas. O modo noturno tende a deixar as imagens um pouco amareladas, dependendo da iluminação, ou com um pouco de granulação. Isso não é um problema para compartilhar fotos em redes sociais.
O Moto Edge 20 Lite não tem zoom óptico na câmera, apenas a lente grande angular, que permite inserir mais elementos à foto, ampliando a área de captura.
Já sua câmera frontal tem 32 megapixels, mas tira fotos a 8 megapixels. Vem com um filtro de embelezamento ligado – porém, em seu nível mínimo. O consumidor ajusta de acordo com seu gosto e necessidade.
Câmera do Moto Edge 20 Lite: grande-angular é um bom extra
Henrique Martin/g1
Bateria
O Moto Edge 20 Lite dividiu o pódio com o Moto G50 5G na categoria bateria, ficando em segundo lugar. Bateu 14h37 minutos de uso estimado, atrás das 19h14 do Moto G50 5G.
São quase 15 horas de uso para chegar a 20% de carga, valor mais que suficiente para passar um dia longe do carregador. Vale notar que o carregador do smartphone tem 30W de potência, o mais rápido entre os smartphones avaliados.
Realme 8 5G é um dos celulares testados pelo g1
g1
O Realme 8 5G também é um smartphone intermediário premium, com preço médio de R$ 2.300 na segunda semana de novembro nas lojas on-line. Foi o mais rápido nos testes de desempenho realizados por conta dos 8 GB de RAM que ele possui.
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O Realme 8 5G traz uma tela de 6,5 polegadas, padrão na maioria dos avaliados, pesa 185 gramas e tem 8,5 milímetros de espessura.
O sistema operacional é o Android 11, com a última atualização de segurança com data de outubro de 2021 – foi o único entre os telefones 5G avaliados com "update" mais recente de sistema.
A fabricante fornece dois anos de atualizações de segurança para seus aparelhos, mas não citou quantas atualizações de sistema vai oferecer. Isso pode causar incerteza sobre o futuro do suporte aos aparelhos.
Para efeito de comparação, a Samsung oferece 4 anos de atualizações de segurança e 3 atualizações de sistema operacional para quase todos seus aparelhos mais recentes.
Realme 8 5G
Marcelo Brandt/g1
O modelo avaliado pelo g1 veio com uma película aplicada na tela, uma capa plástica transparente para proteger o aparelho e o cabo USB-C com carregador rápido de 18W. Não incluiu fone de ouvido, mas tem entrada para os convencionais (padrão P2/3,5 mm).
Desempenho
A melhor performance do Realme se deve ao fato de ele ser o único aparelho da lista com 8 GB de memória RAM, já que os demais modelos variam de 4 a 6 GB . Modelos topo de linha, mais caros, costumam vir com 8 GB de RAM também – a regra ali é "quanto mais, melhor".
Não confunda memória RAM com a capacidade de armazenamento, que às vezes as pessoas chamam de memória. Na prática, quanto mais memória RAM, mais rápido o uso do smartphone vai ser, com menos travamentos.
É interessante observar que o processador (um Mediatek Dimensity 700) do Realme é o mesmo utilizado no Moto G50 5G e no Xiaomi Redmi Note 10 5G.
Apesar de terem configurações similares, os resultados desses três modelos foram distintos porque, além de mais memória RAM, ajustes feitos no sistema operacional pela fabricante ajudam o Realme 8 5G a trabalhar de forma mais eficiente com o processador.
Nos testes gráficos, que simulam como o smartphone lida com vídeos/games com muitos quadros por segundo, o Realme 8 5G ocupou a quarta posição, atrás do Motorola Edge Lite 5G e dos Samsung A32 5G e A52 5G. Isso significa que ele roda jogos de maneira razoável e sem travamentos.
Câmeras
Apesar de ter quatro lentes na traseira, o Realme 8 5G pode confundir – são apenas três câmeras: uma principal com 48 megapixels de resolução, uma lente macro (2 megapixels) e um sensor para criar efeito de profundidade em retratos.
Realme 8 5G
Marcelo Brandt/g1
A câmera principal teve bons resultados, com imagens nítidas e bem iluminadas. Vale notar que, por padrão, o Realme 8 5G tira fotos de 12 megapixels – se o consumidor quiser fotos na resolução máxima, é só mudar uma configuração da câmera, porém os arquivos ocupam bastante espaço e o resultado não é muito diferente.
O smartphone tem um zoom digital de 2x que, com boa luz, captura boas imagens, e um de 5x que pode ficar borrado.
O modo noturno funciona direito, mas não espere fotos muito iluminadas. E a lente dedicada a tirar fotos macro, para capturar detalhes muito de perto, funciona direito apenas com boa iluminação em volta.
Câmera do Realme 8 5G: modo noturno
Henrique Martin/g1
A câmera frontal tem 16 megapixels de resolução, formato circular e fica na lateral esquerda da tela.
Na hora de tirar selfies, os filtros de embelezamento já estão ativados – como pele mais suave, olhos maiores e redução de queixo/nariz. Na prática, é melhor desligar os filtros e usar a câmera frontal no seu modo normal mesmo.
Bateria
O modelo da Realme ficou na quinta posição no teste de bateria, com 11h34 de uso estimado do aparelho. Como comparação, o primeiro lugar ficou com o Moto G50 5G, com 19h14 no teste.
Mas demorar quase 12 horas para chegar a 20% de carga é mais que suficiente para passar um dia longe da tomada. E o carregador do Realme 8 5G tem potência de 18W, que, apesar de não ser maior entre os testados, é bastante veloz para completar a carga.
Samsung Galaxy A32 5G
g1
O Samsung Galaxy A32 5G tem as configurações mais básicas entre os smartphones com 5G testados. Por conta disso, seu preço médio no meio de novembro estava em torno de R$ 1.800 nas principais lojas on-line, o mais em conta da lista avaliada.
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O Galaxy A32 5G roda Android 11 e, segundo a fabricante, terá direito a três atualizações de sistema e quatro anos de atualizações de segurança. Assim, a Samsung passa a impressão de dar maior suporte ao consumidor, a médio prazo.
Pesando 205 gramas e com apenas 9,1 mm de espessura, o Galaxy A32 vem com o carregador de 15 Watts (o mais “lento” em comparação aos demais smartphones), o cabo USB-C e nada mais.
Samsung Galaxy A32 5G
Marcelo Brandt/g1
Desempenho
Dos seis aparelhos, o Galaxy A32 5G foi o smartphone com resultados mais distintos entre os testes.
Na avaliação de desempenho, ficou em último lugar. Aqui, os 4 GB de memória RAM (que ajuda a deixar o telefone mais veloz) cobraram seu preço - pense que o Realme 8 5G, que liderou nesse quesito, tem 8 GB.
Mas, em performance gráfica, o A32 5G obteve o segundo lugar, o que pode soar contraditório para um aparelho que aparenta ser mais simples. Ficou atrás do Moto Edge 20 Lite. Para verificação, foram rodados testes adicionais que comprovaram a segunda posição.
É importante notar que o A32 5G é o único smartphone da lista com taxa de atualização da tela de 60Hz, a mais baixa. A taxa corresponde a quantas vezes a tela "pisca" para atualizar por segundo.
Quanto maior o número, mais rápido o smartphone recarrega as informações demonstradas e deixa a sensação de uso com maior fluidez. Isso é muito importante para jogar no celular, por exemplo.
Então, o desempenho de vídeo mais rápido pode não deixar o Galaxy lento, mas o aparelho não oferece a experiência de uso mais fluida como os outros modelos testados, com 90Hz ou 120Hz.
Câmeras
O Galaxy A32 5G também tem quatro lentes na traseira. A câmera principal tem um sensor de 48 megapixels, mas também inclui uma câmera ultragrande angular (para caber mais área fotografada), uma lente macro de 5 megapixels e um sensor de profundidade.
Samsung Galaxy A32 5G
Marcelo Brandt/g1
Nas fotos, a Samsung oferece nos seus smartphones intermediários quase a mesma experiência dos seus aparelhos topo de linha, como o Galaxy S21.
Tem vários modos específicos, como "comida", "macro" e "câmera lenta" e até um "diversão", com filtros da rede social Snap (antigo Snapchat).
A qualidade de imagens é boa e a adição da lente ultragrande angular permite tirar boas fotos de paisagens. À noite, as fotos ficam parecidas, mas um pouco inferiores se comparadas às da melhor câmera desta avaliação, do Galaxy A52 5G.
A câmera frontal tira selfies de 13 megapixels, com um bom modo retrato – quando o fundo fica desfocado. Apesar de ter apenas uma lente na frente da tela, o Galaxy A32 5G permite ampliar o ângulo de captura, para mais gente caber na foto.
Câmera do Samsung Galaxy A32 5 também com grande angular
Henrique Martin/g1
Bateria
O Samsung Galaxy A32 5G ficou em quarto lugar na duração de bateria, com 13h55 de duração estimada.
Na prática, ficou menos de 15 minutos atrás do terceiro colocado, o Xiaomi Redmi Note 10 5G. Longe ainda, porém, das 19 horas do líder Moto G50 5G, mas ainda mais que suficiente para passar um dia todo longe da tomada.
Samsung Galaxy A52 5G
g1
O Samsung Galaxy A52 5G tem a melhor câmera entre os aparelhos avaliados, com diversos recursos que lembram os smartphones mais caros da marca. No meio de novembro, seu preço médio nas lojas on-line era de R$ 2.600.
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O smartphone pesa 189 gramas e tem somente 8,4 milímetros de espessura. Com acabamento em preto fosco, tem design muito parecido com o do topo de linha Galaxy S21 Ultra, mas com menores dimensões (tela de 6,5 polegadas contra 6,8 do irmão maior) e finalização em plástico (contra o vidro do S21 Ultra).
É o único entre os avaliados com o leitor de impressão digital integrado à tela, algo que também geralmente é restrito a aparelhos mais caros.
Samsung Galaxy A52 5G
Marcelo Brandt/g1
Como o Galaxy A32 5G, ele roda Android 11 e, segundo a Samsung, também terá direito a três atualizações de sistema e quatro anos de atualizações de segurança.
Desempenho
O Galaxy A52 5G ficou em segundo lugar nos testes de desempenho, atrás do Realme 8 5G e um pouco à frente do Moto Edge 20 Lite. Foi o único modelo avaliado que possui chip da Qualcomm, o Snapdragon 750G. Os demais são da MediaTek.
Nas avaliações gráficas, que medem como o smartphone lida com games e vídeo, o Galaxy A52 foi líder, com vantagem sobre o segundo colocado, seu "irmão" Galaxy A32 5G.
A tela merece destaque. Ela usa tecnologia Super AMOLED, que deixa as imagens mais nítidas e com mais contraste. E é única com taxa de atualização de 120Hz, melhor para usar com games e vídeos.
Este também é um recurso mais comumente encontrado nos celulares topo de linha. O ponto negativo é que a tela pode consumir mais bateria quando o recurso está ativado (dá para voltar pra 60Hz).
Câmeras
As câmeras do Samsung Galaxy A52 5G são as melhores entre os smartphones da categoria testados pelo g1. As fotos têm resultados excelentes com a lente principal de 64 megapixels.
As imagens noturnas até parecem dia de tão claras e nítidas. Isso ocorre por dois motivos: o A52 5G tem estabilização óptica de imagem, que reduz as fotos tremidas, e uma lente pronta para tirar fotos com mais luz.
Samsung Galaxy A52 5G
Marcelo Brandt/g1
O smartphone tem também uma lente ultragrande angular de 12 megapixels – também com bons resultados –, uma câmera macro razoável de 5 megapixels e um sensor de profundidade para ajudar nas fotos de retrato.
Um recurso adicional dos smartphones topo de linha está presente na câmera: o modo Single-Take, que tira fotos e cria vídeos de forma simultânea.
Isso é bastante útil em momentos como o parabéns em uma festa de aniversário, já que deixa o dono do smartphone fazer várias coisas ao mesmo tempo com um resultado em foto e vídeo.
A câmera frontal tira boas selfies em 32 megapixels e, além do modo Single Take, também traz o modo Diversão do Snap presente no Galaxy A32 5G.
Foto noturna feita com o Samsung Galaxy A52 5G
Henrique Martin/g1
Bateria
Em comparação aos demais smartphones, a bateria do Galaxy A52 5G é a que mais desaponta. Ficou em último lugar da lista, com 8h20.
Isso acontece por dois motivos. O primeiro é a menor capacidade de bateria em comparação aos demais smartphones, que têm capacidade de 5.000 mAH. Aqui, são somente 4.500 mAH.
O segundo é a tela com taxa de atualização de 120Hz, mais alta que os demais, que consome mais bateria. É possível ajustar para 60Hz nas configurações do sistema. Mas aí a experiência de uso pode ser um pouco prejudicada, principalmente em games.
O carregador rápido do Galaxy A52 5G tem capacidade de 25W, uma das maiores da lista.
Xiaomi Redmi Note 10 5G
g1
O Xiaomi Redmi Note 10 5G merece atenção ao nome na hora da compra. A fabricante tem quatro modelos da linha Note 10 – incluindo o 10S, o 10 Pro e o 10 – à venda no país, com preços e configurações distintas.
O Redmi Note 10 5G tinha preço médio de R$ 2.700 nas lojas on-line na segunda metade de novembro.
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O design do Xiaomi é o mais bonito entre os smartphones testados. Claro que isso é uma escolha pessoal. Mas o acabamento traseiro, na cor prata, ainda que de plástico, cria um efeito diferente.
Além disso, o smartphone tem uma finalização gradiente na sua base, que fica mais azulada próxima ao conector USB-C.
O aparelho roda Android 11, como os demais. Segundo a Xiaomi, deve ter duas atualizações de sistema operacional e três anos de atualizações de segurança, o que é importante.
Xiaomi Redmi Note 10 5G
Marcelo Brandt/g1
O Redmi Note 10 5G pesa somente 160 gramas e é o mais leve entre os modelos testados, e tem 9 mm de espessura. O aparelho vem com película de proteção aplicada na tela e capa de plástico em sua caixa.
A caixa também inclui um carregador de 22,5 W com cabo USB-C, porém a capacidade máxima de recarga do Redmi Note 10 5G é de 18W.
Desempenho
O Redmi Note 10 5G ficou em quarto lugar nos testes de desempenho, um pouco à frente do Moto G 50 5G e com alguma diferença em comparação a Moto Edge 20 Lite 5G, Galaxy A52 5G e Realme 8 5G, que lideram a lista.
Nos testes de performance gráfica, o modelo da Xiaomi foi o último. Mas isso não é uma notícia ruim, já que a diferença entre os três modelos à sua frente – Moto G50 5G, Realme 8 5G e Galaxy A52 5G – é mínima.
Vale reforçar que o Moto G50 5G, o Realme 8 5G e o Redmi Note 10 5G têm configurações muito similares, com processador MediaTek Dimension 700.
Câmeras
Aqui está uma boa surpresa: as câmeras do Xiaomi Redmi Note 10 5G são muito boas também.
O smartphone tem um conjunto de câmera tripla, com uma lente principal de 48 megapixels, uma macro de 2 megapixels e um sensor de profundidade para desfoque do fundo nos retratos.
Xiaomi Redmi Note 10 5G
Marcelo Brandt/g1
Fotos de dia são claras e nítidas, com cores bem definidas. E o modo noturno é bom, mas não tão luminoso quanto o Galaxy A52 5G.
A câmera frontal de 8 megapixels tira boas selfies, porém com embelezador ativado em nível baixo. A câmera macro não merece destaque, como em grande parte dos outros smartphones avaliados.
Câmera do Xiaomi Redmi Note 10: modo noturno
Henrique Martin
Bateria
A bateria do Xiaomi Redmi Note 10 5G teve duração de 14h09 nos testes, pouco menos de 30 minutos em comparação ao segundo colocado, o Moto Edge 20 Lite 5G (14h37).
Conclusão
DESTAQUE NO CUSTO-BENEFÍCIO: o Moto G50 5G tem configurações muito similares às do Realme 8 5G e do Xiaomi Redmi Note 10 5G. E, nos testes, os resultados foram muito próximos em desempenho total e gráfico para os três modelos. Porém, o Motorola custa menos que esses dois concorrentes. Na segunda quinzena de novembro, seu preço médio nas lojas on-line era de R$ 2.000.
SEM GASTAR DEMAIS: Considerando só preço (com pesquisa feita em meados de novembro), o Samsung Galaxy A32 5G foi opção mais econômica para quem quer se preparar para o mundo do 5G sem gastar muito agora.
QUASE UM PREMIUM: Para quem procura um smartphone quase lá no topo de linha, duas recomendações saem dos testes: o Moto Edge 20 Lite, com design e recursos muito bons, e o Samsung Galaxy A52 5G, que tem a melhor câmera, tanto para fotografar quanto para tirar selfies.
Como foram feitos os testes
O g1 selecionou smartphones na categoria intermediária das principais marcas à venda no mercado brasileiro, com compatibilidade com o 5G, sistema Android e que tivessem sido lançados neste ano. Nesta lista, todos tinham preços médios abaixo de R$ 3.000 na segunda quinzena de novembro.
Os produtos foram cedidos em caráter de teste e serão devolvidos.
Para os testes de desempenho, foram utilizados dois aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories. Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros.
Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação.
Para os testes de bateria, as telas dos smartphones foram calibradas para 70% de brilho, para poder rodar o PC Mark.
Isso nem sempre é possível, já que nem todos os aparelhos permitem esse ajuste fino. No caso dos avaliados, só os dois da Motorola permitem ajuste manual com porcentagem. Eles serviram de base para o ajuste dos demais.
Para chegar ao brilho correto, as telas foram comparadas lado a lado. A bateria foi carregada a 100% e o teste rodou até chegar ao final da carga. Em alguns casos, ele precisou ser refeito porque o app travou – isso pode acontecer com a chegada de uma notificação, por exemplo.
Ao atingir 20% ou menos de carga, o teste é interrompido e mostra o quanto aquele smartphone pode ter de duração de bateria, em horas/minutos.
O resultado é uma estimativa de quanto aquela bateria pode durar longe da tomada. Na prática o número da vida real pode ser distinto, já que não usamos o telefone da forma intensiva o tempo todo.
Para os testes de câmera, foram feitas fotos dentro de casa e na rua (quando possível), com várias mudanças de iluminação em cenários similares para poder comparar as imagens.
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Fonte: G1