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Privatização da Petrobras faria pouca diferença com atuais regras de governança, diz CEO


Joaquim Silva e Luna afirmou que a desestatização da estatal reduziria o recebimento de dividendos pelo governo. Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras
Paulo Belote/Agência Petrobras
A Petrobras poderá ser privatizada no futuro desde que seja de interesse da União, mas tal movimento faria pouca diferença em sua operação considerando suas atuais regras de governança, disse nesta terça-feira (23) o presidente da companhia, Joaquim Silva e Luna.
O executivo acrescentou ainda, em entrevista a um canal da TV paga, que a redução do número de estatais é "uma tendência global", e que a desestatização da Petrobras reduziria o recebimento de dividendos pelo governo.
"Essa é uma decisão que poderá ser tomada a partir de um estudo aprofundado por iniciativa do acionista majoritário, a União. A modificação disso seria a redução daquilo que ela (União) recebe de dividendos e royalties porque em termos de como ela trabalha a diferença é muito pequena", disse o executivo.
"Ser uma empresa privada ou estatal, como ela funciona hoje, a diferença é muito pequena", acrescentou.
"Ela (Petrobras) tem um sistema de governança e conformidade que dificilmente seria alterado. Poderia ser privatizada? Sim, essa é a tendência do mundo, diminuir as estatais", adicionou.
O general da reserva confirmou ainda que o novo plano de negócios da estatal, que será divulgado na quinta-feira (24), manterá o seu foco no pré-sal, confirmando reportagem da Reuters publicada na semana passada.

Fonte: G1