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EUA contrariam Opep e liberam petróleo de reserva estratégica; preços seguem em alta


Presidente Joe Biden decidiu liberar 50 milhões de barris da reserva estratégica do país para tentar reduzir o preço do petróleo; movimento dos EUA é coordenado com China, Índia, Coreia do Sul, Japão e Grã-Bretanha. Fábrica de refino de petróleo no Texas
Mark Felix/AFP
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (23) que liberarão milhões de barris de petróleo da reserva estratégica do país, em movimento coordenado com China, Índia, Coreia do Sul, Japão e Grã-Bretanha para esfriar preços após produtores da Opep+ ignorarem apelos por mais oferta.
O presidente dos EUA, Joe Biden, enfrentando baixos índices de aprovação em meio a aumento da inflação antes das eleições legislativas do próximo ano, pediu repetidamente à Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, conhecidos como Opep+, para bombear mais petróleo.
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O anúncio de terça-feira de que os EUA vão liberar 50 milhões de barris foi feito depois que uma autoridade disse que Washington tinha abordado os principais consumidores de energia asiáticos para ajudarem a reduzir preços do petróleo de máximas de quase três anos.
A Grã-Bretanha não tinha sido anteriormente mencionada como envolvida no plano.
Foi a primeira vez que Washington coordenou tal movimento com alguns dos maiores consumidores de petróleo do mundo, disseram as autoridades.
Por ora, o plano não mostrava efeito na cotação do petróleo. Por volta das 15h30 desta terça, os preços dos contratos futuros subiam, e o Brent (referência global) para janeiro avançava 3,38%, a US$ 82,39 por barril.
Pedido rejeitado
A Opep+, que inclui a Arábia Saudita e outros aliados dos EUA no Golfo, assim como a Rússia, rejeitou os pedidos para bombear mais em suas reuniões mensais. A organização se reúne novamente em 2 de dezembro, mas até agora não mostrou nenhuma indicação de que mudará de rumo.
A liberação da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA seria por meio de um empréstimo e também por venda para empresas, disseram autoridades americanas.
O empréstimo de 32 milhões de barris ocorrerá nos próximos meses, enquanto o governo aceleraria a liberação de 18 milhões de barris em vendas já aprovadas pelo Congresso.
"Vamos continuar conversando com parceiros internacionais sobre essa questão. O presidente está pronto para tomar medidas adicionais se necessário, e está preparado para usar todas as suas autoridades trabalhando em coordenação com o resto do mundo", disse uma autoridade sênior dos EUA a repórteres.
A Índia disse em um comunicado que liberaria 5 milhões barris, enquanto a Grã-Bretanha disse que permitiria a liberação voluntária de 1,5 milhão de barris de petróleo de reservas privadas.
A Coreia do Sul disse que detalhes sobre a quantidade e o momento da liberação das reservas de petróleo seriam decididos após discussões com os Estados Unidos e outros aliados.
A mídia japonesa disse que Tóquio iria anunciar seus planos na quarta-feira.
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Fonte: G1