Mato Grosso do Sul

Sancionado programa de vale-gás: “Gás para os Brasileiros”

Bem na hora que o arroz está cozinhando, o gás acaba. O almoço vai atrasar, mas o pior não é isso. O que é de amargar é o preço do gás de cozinha, que subiu quase 30% desde janeiro, passando de R$ 75,04 para R$ 96,94, em Campo Grande. Muitas famílias nas favelas da Capital passaram a usar fogão a lenha. Cada aumento do preço não sai da cabeça dos 29,2 mil moradores da Capital que poderão receber o novo vale-gás, programa ressuscitado hoje (22), pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Há 20 anos, famílias carentes do País recebiam R$ 15 para a compra do gás, mas em 2003, o vale foi incorporado ao Programa Bolsa-Família. Agora, o auxílio volta com a sanção da Lei 14.237, que cria o programa "Gás para os Brasileiros", publicada no Diário Oficial da União.
A lei vem do Projeto 1.374/2021, de autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que foi aprovado no Senado em outubro. O texto teve alterações apresentadas pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI).
Para conseguir o vale-gás, as famílias têm que estar inscritas no CadÚnico com renda mensal por pessoa menor ou igual a meio salário mínimo, ou seja, cada um da casa não pode ganhar mais que R$ 550 por mês.
Além disso, algum morador da casa tem que estar recebendo o BPC (Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social), destinado à pessoa com deficiência e idoso com 65 anos ou mais. Em Campo Grande, das 144 mil famílias inscritas no CadÚnico, 29.276 recebem o BPC.
Conforme a nova lei, o vale-gás será liberado preferencialmente às famílias com mulheres vítimas de violência doméstica sob monitoramento de medidas protetivas de urgência. Também terão preferência as mulheres “chefes de família”.