Mato Grosso do Sul

Simulação de “invasão” a banco durou 4 horas

O treinamento no Bairro Coronel Antonino mobilizou 1,2 mil policiais na madrugada de hoje (15/10/2021)
Na madrugada desta sexta-feira (15), foi realizado o maior exercício simulado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul em todo Estado, no Bairro Coronel Antonino, na Avenida Presidente Castelo Branco, esquina com as ruas Doutor Ferreira de Andrade e Coronel Antonino. A área fodo crime conhecido como "novo cangaço" pudesse acontecer.

Com armas de grosso calibre em punho, explosivos, roupas pretas, capuz e toucas, policiais fortemente armados e muitas viaturas, a simulação durou cerca de 4h e contou com 1,2 mil policiais militares envolvidos, além de equipes da Polícia Civil, Polícia Federal e PRF (Polícia Rodoviária Federal).

“Como é um exercício simulado, nós buscamos chegar mais perto da realidade. Baseado em dados de crimes semelhantes em outros locais, pegamos um local semelhante aos que foram vítimas desse tipo de ocorrência”, explicou o subcomandante do Bope (Batalhão de Operações Especiais) Ronaldo Moreira de Araújo.
A ação em frente ao Banco do Brasil durou cerca de 40 minutos, policiais vestidos como se fossem bandidos "invadiram" a agência e em menos de 20 minutos, toda Campo Grande foi fechada com viaturas em pontos estratégicos da cidade para impedir a fuga dos assaltantes. "Queremos evitar o confronto de grande magnitude, por isso, preferimos utilizar a inteligência e métodos elaborados pelo plano de segurança usando esses pontos estratégicos", disse o subcomandante.
Enquanto a simulação é feita nas ruas da Capital, outros policiais acompanham tudo no gabinete de crise, instalado no Comando Geral da PM, cronometrando e analisando cada passo. "A simulação visa a gente fazer a contenção de uma tomada de cidade, por isso, estão envolvidos praticamente todos os policiais de Campo Grande. Se acontecer um fato dessa relevância, estaremos preparados para conter os marginais que tentem fazer isso aqui”, contou o tenente-coronel Guilherme Dantas Lopes.

Toda a simulação foi feita com base no que aconteceu em outras três cidades brasileiras nos últimos anos, a mais recente foi em Araçatuba, no interior de São Paulo, em agosto passado. Também foram usados como base os assaltos em Ourinhos e Chapecó.

Segundo o tenente-coronel, a agência foi escolhida para a simulação como um dos pontos sensíveis da Capital, "agora, com o levantamento de dados que teremos no gabinete de gestão de crise, vamos poder compilar tudo, saber o tempo resposta, acionamento das viaturas, chegada das rotas de fuga da Capital, juntar tudo isso aí e melhorar ainda mais a nossa ação aqui”, explicou.

De dentro do gabinete de crise, o subcomandante do Comando de Policiamento Metropolitano, tenente-coronel Sá Braga, acompanhava a simulação e explicou que cada ponto azul no painel de controle corresponde a uma viatura da PM que está em serviço.

"O plano de defesa prevê que essas viaturas desloquem para pontos estratégico, eles se posicionam e nós ficamos acompanhando em tempo real qual é o direcionamento deles e dos bandidos. Em 20 minutos, toda Campo Grande foi bloqueada depois da primeira ligação informando sobre o 'assalto'", disse Sá Braga.