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Preços do petróleo fecham com alta de 1,5% e atingem máximas em anos


Petróleo Brent atingiu maior patamar desde 2018, enquanto o WTI tocou na máxima de 2014 ao longo do dia. Produção de petróleo no Polo Macau, no Rio Grande do Norte.
Cedida/3R Petroleum
Os preços do petróleo saltaram nesta segunda-feira (11) para os níveis mais altos em anos, alimentados pela recuperação da demanda global que contribuiu para a escassez de energia e gás em economias importantes, como a China.
O petróleo Brent avançou 1,5%, cotado a US$ 83,65 o barril. A máxima da sessão foi de US$ 84,60, sendo também a máxima desde outubro de 2018.
O petróleo dos EUA (WTI) subiu também 1,5%, para fechar em US$ 80,52. No pregão, tocou a máxima desde o fim de 2014 a US$ 82,18.
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O ritmo de recuperação econômica da pandemia sobrecarregou a demanda de energia em um momento em que a produção de petróleo diminuiu devido aos cortes das nações produtoras durante a pandemia, e também o foco nos dividendos das empresas petrolíferas e a pressão sobre os governos para uma transição para energias mais limpas.
Um funcionário do governo dos EUA disse nesta segunda-feira que a Casa Branca mantém seus apelos para que os países produtores de petróleo "façam mais" e que estão monitorando de perto o custo do petróleo e da gasolina.
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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, juntos conhecidos como Opep+, evitaram aumentar a oferta mesmo com a alta dos preços. Em julho, a organização concordou em aumentar a produção em 400.000 barris por dia (bpd) para eliminar os cortes contínuos de 5,8 milhões de bpd.
Os preços de energia subiram para níveis recordes nas últimas semanas, impulsionados pela escassez generalizada de energia na Ásia, Europa e Estados Unidos. A alta dos preços do gás natural encorajou os geradores de energia a mudar para petróleo.

Fonte: G1