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Faturamento do agro pode chegar a recorde de R$ 1,142 trilhão em 2021, diz associação do setor


Se confirmado, valor será 15,8% maior em relação a 2020, puxado por boa expectativa da safra de grãos, aumento de produção e de preços, afirma a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Somente o faturamento agrícola deve avançar 19% neste ano, a R$ 759,25 bilhões
Divulgação/Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
O Valor Bruto da Produção (VBP, faturamento) agropecuária pode atingir valor recorde de R$ 1,142 trilhão em 2021, projeta a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A previsão foi feita com base em dados de produção e preço de janeiro.
Se confirmado, o valor será 15,8% maior em relação a 2020, puxado por um bom resultado da safra de grãos, aumento de produção e de preços
Somente o faturamento agrícola deve avançar 19% neste ano, a R$ 759,25 bilhões, com destaque para aumentos dos preços reais, até janeiro, da soja (25,5%), milho (23,6%), arroz (8%), caroço de algodão (28,7%).
No ramo da pecuária, o destaque é a carne bovina, com estimativa de crescimento de 18% no faturamento da cadeia, em função de alta no preço (10,4%) e na produção (6,9%).
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As cadeias de aves e pecuária de leite devem avançar 3%, enquanto suínos devem ter um crescimento um pouco mais modesto, de 1,4%.
"Embora o faturamento do setor agropecuário deva se consolidar como um dos maiores da história, é importante lembrar que, no caso de grãos, a maioria dos agricultores não conseguiram comercializar sua produção com os preços atuais, por conta da negociação antecipada, ainda, a desvalorização cambial elevou os preços dos insumos agropecuários, pressionando as margens", afirma a CNA, em nota.
"Para os pecuaristas, mesmo com os preços recordes da carne bovina, os preços dos grãos pressionaram pela elevação do preço da ração, além disso, os animais de reposição – bezerro e boi magro – também estão em patamares historicamente altos, pressionando a margem do pecuarista", acrescenta.
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Fonte: G1