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Cesta básica tem alta de preços em todas as capitais ao longo de 2020, aponta Dieese


Carne bovina, leite, óleo de soja, batata, tomate e farinha de trigo estão entre os itens que tiveram maior aumento de preços no ano. Comprometimento médio do salário mínimo com os alimentos básicos foi o maior em 12 anos. Carne bovina está entre os itens que tiveram as maiores altas de preços ao longo de 2020
Reprodução/TV TEM
Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que o preço médio da cesta básica aumentou em todas as 17 capitais pesquisadas ao longo de 2020.
A cesta básica é o conjunto de alimentos necessários para as refeições de uma pessoa adulta. Segundo o Dieese, em 2020, a maior parte dos produtos que fazem parte dela apresentou elevação de preços em todo o país.
A alta dos preços, segundo o órgão, foi reflexo, principalmente, da desvalorização cambial e do alto volume das exportações. Além disso, fatores climáticos, em decorrência de longos períodos de estiagem ou de chuvas intensas, também impactaram nos preços dos alimentos.
O maior aumento foi observado em Salvador, enquanto o menor, em Curitiba. Por outro lado, o maior valor médio da cesta básica foi registrado em São Paulo e o menor, em Aracaju.
Com base na cesta mais cara, de São Paulo, o DIEESE estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.304,90, o que corresponde a 5,08 vezes o mínimo vigente, que era de R$ 1.045,00. O cálculo é feito levando-se em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.
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Fonte: G1