Internacional

Trump começa corrida pela reeleição — agora, como favorito

Pleito de 2020 vai mostrar até onde a população americana está disposta a ignorar tropeços políticos de Trump em troca de uma economia que vai bem

A divulgação pode até ser da rede social, mas o Facebook não está sozinho nessa empreitada. A tarefa é compartilhada por 12 companhias, como Visa, Mastercard e Uber, sendo que cada uma delas é responsável pelo aporte de 10 milhões de dólares. Juntas, elas integrarão o grupo Libra Association que funcionará como um consórcio para regular a cotação da nova moeda. A sede será em Genebra, na Suíça.

A proximidade do anúncio da libra fez com que a criptomoeda mais famosa, o bitcoin, fosse negociado ao redor dos 9.350 dólares, preço mais alto desde maio do ano passado, de acordo com o site CoinDesk. “Mais pessoas vão se voltar para o bitcoin por ser um ativo escasso, e o do Facebook não. As pessoas vão migrar para a plataforma mais honesta para guardar seu dinheiro — e não são moedas fiduciárias ou seus derivados como a moeda do Facebook”, disse a especialista Caitlin Long da Wyoming Blockchain Task Force, em entrevista à Coindesk. A expectativa é que bitcoin continue a trajetória de alta nesta terça-feira. Os investidores vão curtir.

Pelo lado das decisões questionáveis, contudo, Trump foi de separação de crianças e seus pais na fronteira a acusações de envolvimento com a Rússia nas eleições, saída dos EUA do Acordo climático de Paris, brigas diárias com jornalistas, fracassada tentativa de destruir o programa de saúde “Obamacare” (que nem seu próprio partido apoiou no Congresso), uma guerra comercial contra a China e a tentativa de, novamente, impor novas tarifas contra o México. A lista é longa.

Em um país altamente polarizado e com pouca gente mudando de ideia, o presidente é aprovado por uma metade da população e odiado por outra (sua aprovação vem se mantendo em torno de 40%). Pelo lado democrata, os futuros oponentes de Trump ainda não estão definidos. As primárias começam neste ano, com 23 candidatos na disputa até agora e o primeiro debate marcado para o fim de junho. Entre os principais nomes estão Joe Biden (vice nos mandatos do ex-presidente Barack Obama), o senador Bernie Sanders (mais à esquerda e que concorreu em 2016) e a senadora Elizabeth Warren (da mesma corrente mais à esquerda de Sanders).

Se a urna traz algum indício, o Partido Republicano de Trump perdeu no ano passado sua maioria na Câmara nas eleições de meio de mandato (as midterms), mas manteve a do Senado. Contudo, vale lembrar, não é o voto absoluto que conta na corrida presidencial: Trump teve menos votos que Clinton em 2016, mas ganhou em mais estados e em vários dos chamados “estados pêndulo”, aqueles não-fiéis cujo voto muda a depender da eleição.

Como afirmou o conceituado estatístico Nate Silver em seu site 538, qualquer previsão feita agora será um tiro no escuro. Trump decidiu não mexer no que deu certo em 2016: seu slogan de campanha, mais uma vez, será “make America great again”.

Fonte: Exame