Internacional

Bolsas dos EUA avançam com expectativa de corte de juros

Ganhos também são amparados pelo avanço nas ações de tecnologia, em correção após as fortes perdas da véspera

Os mercados acionários dos Estados Unidos subiam nesta terça-feira (4), com o chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmando que o banco central dos Estados Unidos vai responder “conforme apropriado” aos riscos da guerra comercial global, deixando a porta aberta para a possibilidade de um corte de juros.

Os ganhos também são amparados pelo avanço nas ações do setor de tecnologia, em um movimento de correção após as fortes perdas da véspera envolvendo gigantes como Alphabet, Amazon e Facebook.

Por volta das 12h20 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 1,65%, a 25.230 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 1,27%, a 2.779 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 1,74%, a 7.461 pontos.

Um dia depois de o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, dizer que um corte dos juros pode ser justificado em breve, Powell disse que o Fed está “monitorando de perto” as implicações da disputa comercial, que vem afetando os mercados globais e apresentando riscos ao crescimento da maior economia do mundo

Um corte de juros na maior economia do mundo implica em um forte estímulo contra uma possível recessão. A retração econômica é cada vez mais temida diante do acirramento das tensões comerciais entre os EUA e a China.

Por que o mercado está de olho nos juros dos EUA

A trajetória dos juros nos EUA afeta em cheio vários mercados no mundo. Toda vez que as taxas são reduzidas por lá, os títulos do Tesouro norte-americano (bonds) tendem a ficar menos atrativos e estimulam a saída de recursos para outros mercados.

Um dos destinos mais prováveis destes recursos são os países emergentes, que costumam oferecer um retorno (yield) mais alto aos investidores. Juros mais baixos nos EUA também tendem a enfraquecer o dólar frente a outras moedas.

Temor de recessão derrubou bolsas globais

Os principais índices de Wall Street perderam mais de 6% em maio, devido a temores de uma recessão conforme as tensões comerciais entre EUA e China mostram poucos sinais de alívio.

“As declarações dele não são tão agressivamente ‘dovish’ (com tendência de corte nas taxas de juros) como as de Bullard ontem, mas ele reitera as mesmas preocupações: tensões comerciais e inflação baixa”, disse John Doyle, vice-presidente de negócios da Tempus Inc.

O setor de tecnologia, que tem sofrido com os temores de maior controle regulatório, subia 1,32% e dava o maior impulso aos mercados.

Fonte: Exame