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Prévia do PIB fecha 1º trimestre com queda de 0,68%, indica BC

O próprio Banco Central já havia alertado por meio da ata do Copom sobre a possibilidade de um recuo

No entanto, os dois decretos ainda não tiveram impacto nos resultados da Taurus, já que o processo para adquirir uma arma é demorado, diz o presidente. “O protocolo é perfeito, concordo que é necessário ter exigências técnicas e psicológicas para a compra, mas é muito moroso, então ainda não vimos aquecimento do mercado por esse motivo”, responde o executivo.

As vendas de armas para civis brasileiros já estão em alta, mas por conta da campanha presidencial e não como resultado das últimas resoluções, diz o presidente da empresa. Como a posse de armas foi um assunto muito discutido durante as eleições, houve aumento do interesse da população.

No Brasil, as vendas caíram de 31 mil unidades no último trimestre do ano passado para 25 mil unidades este ano. Nuhs explica que a queda é sazonal e por conta de instituições de defesa, que não costumam fechar negócios no início do ano. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, as vendas aumentaram 13,6% no país.

As novas políticas não mudam o cenário regulatório, visto como essencial pela fabricante brasileira. Até então, a Taurus detinha virtualmente o monopólio no Brasil, por conta das barreiras de importação. Com a abertura do mercado, ela deve enfrentar concorrentes fortes, mas em condição desigual. Segundo o presidente, há mais barreiras e requisitos para a produção nacional do que para a importação dos produtos.

Mesmo assim, Nuhs afirma não se preocupar com a concorrência estrangeira. “Hoje, conseguimos entregar o produto em até três dias, temos uma equipe de pós-vendas e estoque de peças de reposição. Por isso, a abertura para a importação não nos assusta”, diz.

O aquecimento do mercado no Brasil deve ter impacto limitado para a empresa, já que grande parte das vendas da companhia são feitas no exterior. Apenas 14,4% da receita vem do Brasil, enquanto mais de 80% vem dos Estados Unidos. O restante vem de outros países. A grande mudança deve vir com a inauguração de uma nova fábrica nos Estados Unidos, na Georgia, que deve dobrar a capacidade instalada de produção para 800 mil armas por ano.

Na comparação com março de 2018, o IBC-Br apresentou queda de 2,52% e, no acumulado em 12 meses, teve alta de 1,05%, segundo números observados.

O mês de março foi marcado por contrações tanto na indústria quanto nos serviços, em um ambiente de taxa de desemprego de 12,7 por cento no primeiro trimestre, com quase 13,4 milhões de desempregados, e número recorde de desalentados.

A produção industrial caiu 1,3 por cento no mês, no ritmo mais forte de perdas para março em dois anos, enquanto o volume de serviços perdeu 0,7 por cento em março.

As vendas no varejo tiveram crescimento de 0,3 por cento sobre fevereiro, porém em um resultado abaixo do esperado.

Os números do PIB relativos ao início de 2019 serão divulgados pelo IBGE em 30 de maio. No quarto trimestre do ano passado, o PIB cresceu 0,1 por cento sobre o terceiro e terminou 2018 com expansão de 1,1 por cento, de acordo com dados do IBGE.

Na terça-feira, o Banco Central apontou uma “probabilidade relevante” de que a economia brasileira tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores.

As expectativas de crescimento para o Brasil vêm sofrendo sucessivas reduções. A mais recente pesquisa Focus realizada semanalmente pelo BC junto a uma centena de economistas mostrou que a estimativa para a atividade neste ano é de crescimento de 1,45 por cento, indo a 2,50 por cento em 2020.

O ministro da Economia, Paulo Guedes afirmou em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso que a projeção de crescimento do governo para a economia neste ano caiu para 1,5%. Por enquanto, o governo estima oficialmente alta de 2,2% do PIB.

Fonte: Exame