Internacional

Ex-funcionária do governo dos EUA admite que vazou informações à China

Candace Marie Claiborne admitiu ter mentido aos investigadores; a ex-funcionária teria recebido dinheiro de agentes chineses

Uma ex-funcionária do Departamento de Estado dos Estados Unidos se declarou culpada nesta quarta-feira, 24, de conspirar contra o governo do país de vazar informações e documentos secretos a vários agentes do serviço de inteligência da China.

O Departamento de Justiça dos EUA informou em comunicado que Candace Marie Claiborne admitiu ter mentido aos investigadores quando negou ter colaborado com o governo da China.

A ex-funcionária do governo americano teria recebido dinheiro para repassar documentos internos do país a agentes chineses.

Após assumir a culpa, Claiborne foi acusada por conspiração para roubar do governo dos EUA pelo Tribunal do Distrito de Columbia, que fica em Washington, capital do país.

“Claiborne trocou sua integridade por informações secretas do governo e recebeu dinheiro e outros presentes entregues por agentes estrangeiros que trabalhavam para o serviço de inteligência da China”, disse o assistente do subprocurador-geral para Assuntos de Segurança Nacional, John Demers, na nota do Departamento de Justiça.

“Ela reteve informações e mentiu em várias ocasiões sobre os contatos. É uma afronta para o restante dos cidadãos e para todos aqueles que honram seus juramentos”, continuou o procurador.

Claiborne começou a trabalhar em 1999 no Departamento de Estado, ocupando postos em embaixadas e consulados americanos no Iraque, no Sudão e na China. Pela posição que ocupava, ela era obrigada a informar os presentes que recebia e relatar contatos com pessoas estrangeiras suspeitas de trabalhar para agências de inteligência.

Por ter autorização para acessar informações secretas do governo americano, a ex-funcionária forneceu aos agentes chineses cópias de documentos internos do Departamento de Estado sobre temas que vão desde a estratégia econômica dos EUA a encontros entre representantes dos dois países.

Fonte: Exame