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Caso Marielle: Polícia Civil cumpre novos mandados de busca

Policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz foram presos na terça (12) como suspeitos de matar vereadora

Policiais civis cumprem hoje (13) novos mandados de busca e apreensão relativos à investigação dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. A ação envolve ainda o Ministério Público do estado do Rio de Janeiro.

O material apreendido está sendo encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital, que investiga o caso, e onde estão presos, desde a manhã de ontem (12), os dois suspeitos dos homicídios: o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz.

Os dois devem ser transferidos ainda hoje para unidades prisionais.

Prisões

O ex-sargento Ronnie Lessa foi preso de madrugada, quando se preparava para sair de casa em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, mesma situação do ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, que mora no bairro Engenho de Dentro, na zona norte.

Em conversa informal com integrantes da força-tarefa, ele contou que havia sido avisado sobre a operação.

A promotora Simone Sibílio disse que, até o momento, as investigações mostram que o crime pode ter sido motivado pela repulsa de Ronnie às causas que eram defendidas por Marielle, o que também é conhecido como crime de ódio.

“Com relação ao crime de ódio, se o que se chama de ódio é irresignação, a reação, o descontentamento dele com algumas questões relacionadas às minorias, por exemplo, o perfil dele, pelas pesquisas que ele faz, o comportamento dele tem esse perfil. Essa capitulação não existe no Código Penal. Juridicamente, é um motivo torpe, em razão dessa reação dele a todas as causas com as quais a Marielle trabalhava. É uma reação abjeta dele a essas causas”, disse Simone.

Segundo o MP, o crime foi meticulosamente planejado durante três meses. Além das prisões, foram emitidos mandatos de busca e apreensão de documentos, telefones celulares, computadores e armas.

Fonte: Exame