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Lista cita 200 políticos envolvidos em pagamentos ilícitos da Odebrecht

Uma lista, recolhida pelas autoridades brasileiras, com cerca de 200 políticos suspeitos de receberem dinheiro ilícito da construtora Odebrecht foi hoje divulgada pelo portal de notícias UOL.

Segundo o 'site', a lista que inclui políticos de 18 partidos fazia parte da informação recolhida pelos investigadores judiciais da operação Lava Jato.

Os nomes agora divulgados constavam em folhas de cálculo que estavam na posse de Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, apreendidas na 23.ª fase da operação Lava Jato.

Na terça-feira, na sequência da 26ª fase desta investigação, esta e outros documentos aprendidos pela Polícia Federal foram tornados públicos pelo juiz Sérgio Moro.

As folhas de cálculo citam nomes de políticos da oposição e do governo. Entre os opositores mencionados estão o senador Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Eduardo Cunha e Romero Jucá, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que suporta o Governo de Dilma Rousseff.

A lista inclui elementos ligados ao Executivo: Humberto Costa e Jaques Wagner, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT).

De acordo com o 'site' UOL, os nomes dos políticos e os valores pagos não foram automaticamente considerados como prova de desvio de dinheiro da empreiteira, mas como indícios que serão esclarecidos nas investigações posteriores da operação Lava Jato.

Na terça-feira, a Odrebrecht divulgou um comunicado, informando que vai colaborar de "maneira definitiva" com as investigações de corrupção em curso no âmbito da operação Lava Jato.

Este anúncio foi feito horas depois de o Ministério Público brasileiro ter iniciado a operação 'Xepa', que investiga a existência de um departamento dedicado ao pagamento de subornos, que funcionava dentro da Odebrecht.

A Operação Lava Jato começou em março de 2014 e é considerada uma das maiores investigações a atos de corrupção e branqueamento de capitais no Brasil, tendo já feito vários detidos, e em que já foi ouvido o ex-presidente brasileiro Lula da Silva.

Fonte: DN